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Bento XVI
Tu és Pedro (por ocasião da festa de São Pedro e São Paulo, 29 de junho)
A Solenidade de São Pedro e São Paulo oferece-nos a oportunidade para reconhecer publicamente o ministério exercido por Bento XVI, à frente da Igreja de Roma, “que preside a caridade” (Santo Inácio de Antioquia).
Trata-se de um Pontífice privilegiado pelos dons de inteligência e sabedoria com que foi prodigalizado por Deus. Tanto os fiéis católicos como pessoas de outras confissões cristãs ou de outras religiões, e ainda homens e mulheres de convicções diferentes, inclusive ateus, reconhecem nele um sinal precioso para a Igreja e o mundo. Temos o direito de experimentar a santa vaidade de ter um Papa para o nosso tempo, decidido, corajoso e forte, objetivo em seus ensinamentos, que confirma os irmãos na fé.
Continua verdadeira a promessa de Jesus a Simão Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (Mt 16,18). A certeza da assistência do Espírito Santo ao Papa não o faz um super-homem, mas põe sua humanidade a serviço de Deus e de sua Igreja. O ministério que exerce pede força e ternura, aliadas para fazer o bem e orientar, com a verdade do Evangelho, o caminho da barca que lhe foi confiada pelos mares agitados.
Há poucos dias, realizou-se em Milão, na Itália, o VIII Encontro Mundial das Famílias com o Papa. Num profundo diálogo com famílias de várias partes do mundo, respondeu a perguntas muito provocantes. Uma delas foi feita por um casal brasileiro, Maria Marta e Manoel Ângelo, que tocaram num assunto delicado e importante, com uma resposta forte e cheia de ternura. “Santidade, em nosso Brasil, como, aliás, no resto do mundo, continuam a aumentar os fracassos no matrimônio. Encontramos muitas famílias, notando nos conflitos de casal uma dificuldade mais acentuada de perdoar e de aceitar o perdão, mas em vários casos constatamos o desejo e a vontade de construir uma nova união, algo duradouro, mesmo para os filhos que nascem da nova união. Alguns destes casais recasados teriam vontade de aproximar-se da Igreja, mas, quando lhes são negados os Sacramentos, sua decepção é
TU ES PEDRO E SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI MINHA IGREJA - Dom Alberto Taveira - Arcebispo de Belém do Pará.
Tu és Pedro (por ocasião da festa de São Pedro e São Paulo, 29 de junho)
A Solenidade de São Pedro e São Paulo oferece-nos a oportunidade para reconhecer publicamente o ministério exercido por Bento XVI, à frente da Igreja de Roma, “que preside a caridade” (Santo Inácio de Antioquia).
Trata-se de um Pontífice privilegiado pelos dons de inteligência e sabedoria com que foi prodigalizado por Deus. Tanto os fiéis católicos como pessoas de outras confissões cristãs ou de outras religiões, e ainda homens e mulheres de convicções diferentes, inclusive ateus, reconhecem nele um sinal precioso para a Igreja e o mundo. Temos o direito de experimentar a santa vaidade de ter um Papa para o nosso tempo, decidido, corajoso e forte, objetivo em seus ensinamentos, que confirma os irmãos na fé.
Continua verdadeira a promessa de Jesus a Simão Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (Mt 16,18). A certeza da assistência do Espírito Santo ao Papa não o faz um super-homem, mas põe sua humanidade a serviço de Deus e de sua Igreja. O ministério que exerce pede força e ternura, aliadas para fazer o bem e orientar, com a verdade do Evangelho, o caminho da barca que lhe foi confiada pelos mares agitados.
Há poucos dias, realizou-se em Milão, na Itália, o VIII Encontro Mundial das Famílias com o Papa. Num profundo diálogo com famílias de várias partes do mundo, respondeu a perguntas muito provocantes. Uma delas foi feita por um casal brasileiro, Maria Marta e Manoel Ângelo, que tocaram num assunto delicado e importante, com uma resposta forte e cheia de ternura. “Santidade, em nosso Brasil, como, aliás, no resto do mundo, continuam a aumentar os fracassos no matrimônio. Encontramos muitas famílias, notando nos conflitos de casal uma dificuldade mais acentuada de perdoar e de aceitar o perdão, mas em vários casos constatamos o desejo e a vontade de construir uma nova união, algo duradouro, mesmo para os filhos que nascem da nova união. Alguns destes casais recasados teriam vontade de aproximar-se da Igreja, mas, quando lhes são negados os Sacramentos, sua decepção é
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Bento XVI
Papa encoraja Renovação Carismática a perseverar em sua missão.
Trinta mil pessoas lotaram a Praça São Pedro na manhã deste sábado,26, para participar da Santa Missa presidida pelo Cardeal-arcebispo de Genova Angelo Bagnasco, que é presidente da Conferência Episcopal Italiana, por ocasião do 40º aniversário de fundação do Movimento da Renovação no Espírito. O movimento é a expressão italiana da Renovação Carismática Católica. Antes da Missa, os fiéis tiveram momentos de oração, cantos e testemunhos. Depois, o Papa Bento XVI desceu à Praça para saudar pessoalmente os fiéis e o presidente nacional do Movimento, Salvatore Martinez. Em seu discurso, o Papa agradeceu e encorajou os membros da Renovação, dizendo-se muito contente em encontrá-los justamente nas vésperas de Pentecostes, festividade fundamental para a Igreja e significativa para o Movimento. Bento XVI reconheceu a obra apostólica destes fiéis que tanto contribuíram para o crescimento da vida espiritual conduzindo muitas famílias em crise ao amor de Deus, testemunhando a alegria da fé em Cristo e a beleza de ser discípulo de Jesus. O Santo Padre também incentivou os membros do Movimento a prosseguirem sua obra sem ceder às tentações da mediocridade e do hábito: “O Senhor precisa de vocês para fazer de suas famílias, comunidades e cidades locais de amor e de esperança”. Bento XVI também ressaltou a necessidade de se construir relações sociais com base na Palavra de Deus, tendo em vista a atual precariedade em que se vive hoje. “Com frequência faltam pontos válidos de referência em que se inspirar a própria existência. Portanto, se faz cada vez mais importante construir o edifício da vida e o conjunto das relações sociais sobre a rocha estável da Palavra de Deus, deixando-se guiar pelo Magistério da Igreja”, disse. Perseverança Depois, o Pontífice lembrou que, em meio a essa precariedade social, o Senhor está conosco e nos convida a crescer na confiança, na fidelidade de nossa vocação, na esperança e na caridade.“Por meio da caridade, até mesmo pessoas distantes ou indiferentes à mensagem
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Santa Igreja
Nesta segunda-feira, 21/05/2012 o Papa Bento XVI almoçou com os membros do Colégio Cardinalício na Sala Ducale do Palácio Apostólico. O gesto foi uma forma de agradecimento por parte do Santo Padre pelas felicitações recebidas em seu 85º aniversário natalício e seu 7º ano de pontificado. Em seu discurso, antes do almoço, o Cardeal Ângelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício, disse que em sete anos de pontificado, o Papa “jamais deixou de convidar todos os fiéis a redescobrir os conteúdos da fé, de uma fé professada, celebrada, vivida e rezada, como bem recordou em sua Carta Apostólica Porta Fidei”. O Cardeal Sodano ainda falou de Bento XVI como o “Bom Samaritano pelas estradas do mundo” que “continua a nos estimular ao serviço ao próximo, nos lembrando sempre as palavras de Jesus: ‘todas as vezes que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer’”. Após o almoço, por sua vez, de improviso, Bento XVI agradeceu “primeiro ao Senhor, por ter concedido tantos anos de vida com tantas alegrias e tempos esplêndidos, mas também de noites obscuras. Mas numa retrospectiva sabe-se que as noites eram necessárias e boas, motivo de agradecimento”. E completou: “Hoje as palavras Ecclesia militans estão um pouco fora de moda, mas na realidade cada vez mais podemos melhor compreender que são verdadeiras. Vemos como o mal quer dominar o mundo e que é necessário empreender uma batalha contra o mal. Vemos como isso acontece de tantas maneiras, cruéis, com diversas formas de violência, mas também mascarado com o bem e assim destruindo os alicerces morais da sociedade”. Citando Santo Agostinho, o Papa enfatizou: “toda a história é uma luta entre dois amores: amor a si mesmo até o desprezo de Deus, amor de Deus até o desprezo de si mesmo no martírio” Nessa luta contra o mal, o Papa lembrou que é preciso ter amigos. “E, para mim, estou circundado pelos amigos do Colégio Cardinalício, que são meus amigos e me fazem sentir em casa. Me sinto seguro nessa companhia de grandes amigos que estão comigo e, todos juntos, com o Senhor”. Por fim, antes de ser homenageado com um “Parabéns a você”, o Papa teve tempo de lembrar que o Senhor disse: “Coragem! Eu venci o mundo! Nós estamos no ‘time’ do Senhor, portanto estamos no ‘time’ vitorioso”. O Colégio Cardinalício é
Bento XVI aos membros do Colégio Cardinalício:Vemos como o mal quer dominar o mundo e que é necessário empreender uma batalha contra o mal.
Nesta segunda-feira, 21/05/2012 o Papa Bento XVI almoçou com os membros do Colégio Cardinalício na Sala Ducale do Palácio Apostólico. O gesto foi uma forma de agradecimento por parte do Santo Padre pelas felicitações recebidas em seu 85º aniversário natalício e seu 7º ano de pontificado. Em seu discurso, antes do almoço, o Cardeal Ângelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício, disse que em sete anos de pontificado, o Papa “jamais deixou de convidar todos os fiéis a redescobrir os conteúdos da fé, de uma fé professada, celebrada, vivida e rezada, como bem recordou em sua Carta Apostólica Porta Fidei”. O Cardeal Sodano ainda falou de Bento XVI como o “Bom Samaritano pelas estradas do mundo” que “continua a nos estimular ao serviço ao próximo, nos lembrando sempre as palavras de Jesus: ‘todas as vezes que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer’”. Após o almoço, por sua vez, de improviso, Bento XVI agradeceu “primeiro ao Senhor, por ter concedido tantos anos de vida com tantas alegrias e tempos esplêndidos, mas também de noites obscuras. Mas numa retrospectiva sabe-se que as noites eram necessárias e boas, motivo de agradecimento”. E completou: “Hoje as palavras Ecclesia militans estão um pouco fora de moda, mas na realidade cada vez mais podemos melhor compreender que são verdadeiras. Vemos como o mal quer dominar o mundo e que é necessário empreender uma batalha contra o mal. Vemos como isso acontece de tantas maneiras, cruéis, com diversas formas de violência, mas também mascarado com o bem e assim destruindo os alicerces morais da sociedade”. Citando Santo Agostinho, o Papa enfatizou: “toda a história é uma luta entre dois amores: amor a si mesmo até o desprezo de Deus, amor de Deus até o desprezo de si mesmo no martírio” Nessa luta contra o mal, o Papa lembrou que é preciso ter amigos. “E, para mim, estou circundado pelos amigos do Colégio Cardinalício, que são meus amigos e me fazem sentir em casa. Me sinto seguro nessa companhia de grandes amigos que estão comigo e, todos juntos, com o Senhor”. Por fim, antes de ser homenageado com um “Parabéns a você”, o Papa teve tempo de lembrar que o Senhor disse: “Coragem! Eu venci o mundo! Nós estamos no ‘time’ do Senhor, portanto estamos no ‘time’ vitorioso”. O Colégio Cardinalício é
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O PAPA
O Santo Padre o Papa Bento XVI explica solenidade da Ascensão do Senhor.
Fiéis e peregrinos compareceram em grande número à praça São Pedro, no Vaticano, para ouvir as palavras do Papa Bento XVI, no Angelus deste domingo, 20, e receber a sua benção. Bento XVI falou aos presentes sobre a Ascensão do Senhor, ressaltando que o acontecimento “assinala o cumprir-se da salvação, iniciada com a Encarnação”. Ele explicou que ao ascender aos céus, Jesus não abandonou a humanidade, pelo contrário, “assumiu consigo os homens na intimidade do Pai e assim revelou o destino final da nossa peregrinação terrena”. “A Ascensão é o último ato da nossa libertação do peso do pecado”, disse o Papa, que acrescentou: “Por isso os discípulos, quando viram o Mestre levantar-se da terra e elevar-se para o alto, não foram tomados pelo desconforto, mas sentiram uma grande alegria e sentiram-se encorajados a proclamar a vitória de Cristo sobre a morte" (cfr Mc 16,20). Sobre o significado da Ascensão, o Santo Padre explicou que esse gesto do senhor, revela que "em Cristo a nossa humanidade é levada às alturas de Deus, assim, a cada vez que rezamos, a terra une-se ao Céu. E como o incenso, queimando, faz subir às alturas a sua fumaça de suave perfume, de forma que, quando elevamos ao Senhor a nossa fervorosa e confiante oração, em Cristo, ela atravessa os céus e alcança o Reino de Deus, é por ele ouvida e atendida”. Por fim, o Papa citou a obra de São João da Cruz, a Subida ao Monte Carmelo: “para ver realizados os desejos do nosso coração, não há modo melhor que colocar a força da nossa oração naquilo que agrada a Deus. Então ele nos dará não somente o que pedimos, ou seja, a salvação, mas também o que considerar que seja conveniente e bom para nós”. O
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